Sucessão de equívocos

Não é de hoje que as “Organizações Globo” usam seus veículos de comunicação para atacar a Igreja Universal e a “Rede Record”, a segunda emissora do País e a principal concorrente da “Rede Globo”, que vem perdendo consideravelmente o monopólio da audiência no Brasil. Talvez numa manobra para tentar manter a liderança e, principalmente, encobrir seus próprios erros e deslizes. A começar pela forma como ela se originou. Durante a ditadura militar, a “Globo” teria apoiado generais e conseguido milhões de dólares em um acordo ilegal com um grupo norte-americano para implantar a emissora.

É no período de eleições que as artimanhas da família Marinho se tornam mais explícitas. No ano passado, durante a campanha dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, o jornal “O Globo” preferiu dar destaque a uma pesquisa do instituto Datafolha, em que o senador Marcelo Crivella aparecia em queda, ao invés de destacar uma pesquisa do Ibope, curiosamente encomendada pela “TV Globo”, em que ele estava virtualmente no segundo turno. A tentativa de excluir Crivella da fase final das eleições virou alvo de duras críticas até mesmo de outros candidatos.

A falta de isenção ao noticiar fatos relacionados aos principais pleitos do País já rendeu várias polêmicas às “Organizações Globo” em eleições passadas. Um dos maiores escândalos se deu em 1982, quando o País vivia o início da redemocratização, e ficou conhecido como caso Proconsult. Na época, a “Rede Globo” divulgou dados da empresa de tecnologia Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense para realizar os cálculos dos votos durante as eleições para Governo do Rio de Janeiro, que logo se comprovou ser uma apuração fraudulenta, que favorecia a candidatura de Moreira Franco e prejudicava a eleição de Leonel Brizola. Na época, as fraudes foram descobertas e Brizola se elegeu.

Sete anos depois, em 1989, a “Globo” foi novamente acusada de uma interferência controversa no processo democrático do País. Durante campanha para a primeira eleição direta após a ditadura, o “Jornal Nacional”, telejornal de maior repercussão da emissora carioca, foi ao ar com um compacto do último debate entre os presidenciáveis com uma clara edição que favorecia Fernando Collor de Mello, em detrimento do outro candidato, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje presidente do Brasil.

Além disso, na década de 80, a emissora demorou a reconhecer a força e a dimensão do movimento das Diretas Já, a maior manifestação política da história brasileira, que mobilizou multidões que, em comícios, entoavam o slogan: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.”
No campo do entretenimento, o monopólio da “Globo” sofreu um baque no ano passado. Além da “Record” conseguir, com exclusividade, a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (2010), Jogos Panamericanos de Guadalajara (2011) e a Olimpíada de Londres (2012), o Ministério da Justiça pediu, em maio do ano passado, punição por privilégio na exibição de jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. O parecer da Secretaria de Direito Econômico, subordinada ao Ministério da Justiça, foi encaminhado ao Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), que ainda aguarda pronunciamento do Ministério Público Federal para finalizar o processo.

Na briga desenfreada pela audiência, as “Organizações Globo” também acabam apelando para o exagero e até mesmo para o preconceito. No ano passado, a personagem evangélica Edivânia (interpretada por Susana Ribeiro) da novela “Duas Caras”, escrita por Aguinaldo Silva, causou indignação e protestos de evangélicos e também entre os mais diversos líderes religiosos do País, ao ser retratada com estereótipos falsos, como fanatismo, desequilíbrio psicológico e agressividade.

Créditos: http://folha.arcauniversal.com.br/integra.jsp?codcanal=981&cod=145873&edicao=906

Protesto Universal
http://www.protestouniversal.wordpress.com

Não é de hoje que as “Organizações Globo” usam seus veículos de comunicação para atacar a Igreja Universal e a “Rede Record”, a segunda emissora do País e a principal concorrente da “Rede Globo”, que vem perdendo consideravelmente o monopólio da audiência no Brasil. Talvez numa manobra para tentar manter a liderança e, principalmente, encobrir seus próprios erros e deslizes. A começar pela forma como ela se originou. Durante a ditadura militar, a “Globo” teria apoiado generais e conseguido milhões de dólares em um acordo ilegal com um grupo norte-americano para implantar a emissora.

É no período de eleições que as artimanhas da família Marinho se tornam mais explícitas. No ano passado, durante a campanha dos candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro, o jornal “O Globo” preferiu dar destaque a uma pesquisa do instituto Datafolha, em que o senador Marcelo Crivella aparecia em queda, ao invés de destacar uma pesquisa do Ibope, curiosamente encomendada pela “TV Globo”, em que ele estava virtualmente no segundo turno. A tentativa de excluir Crivella da fase final das eleições virou alvo de duras críticas até mesmo de outros candidatos.

A falta de isenção ao noticiar fatos relacionados aos principais pleitos do País já rendeu várias polêmicas às “Organizações Globo” em eleições passadas. Um dos maiores escândalos se deu em 1982, quando o País vivia o início da redemocratização, e ficou conhecido como caso Proconsult. Na época, a “Rede Globo” divulgou dados da empresa de tecnologia Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense para realizar os cálculos dos votos durante as eleições para Governo do Rio de Janeiro, que logo se comprovou ser uma apuração fraudulenta, que favorecia a candidatura de Moreira Franco e prejudicava a eleição de Leonel Brizola. Na época, as fraudes foram descobertas e Brizola se elegeu.

Sete anos depois, em 1989, a “Globo” foi novamente acusada de uma interferência controversa no processo democrático do País. Durante campanha para a primeira eleição direta após a ditadura, o “Jornal Nacional”, telejornal de maior repercussão da emissora carioca, foi ao ar com um compacto do último debate entre os presidenciáveis com uma clara edição que favorecia Fernando Collor de Mello, em detrimento do outro candidato, Luiz Inácio Lula da Silva, hoje presidente do Brasil.

Além disso, na década de 80, a emissora demorou a reconhecer a força e a dimensão do movimento das Diretas Já, a maior manifestação política da história brasileira, que mobilizou multidões que, em comícios, entoavam o slogan: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo.”
No campo do entretenimento, o monopólio da “Globo” sofreu um baque no ano passado. Além da “Record” conseguir, com exclusividade, a transmissão dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (2010), Jogos Panamericanos de Guadalajara (2011) e a Olimpíada de Londres (2012), o Ministério da Justiça pediu, em maio do ano passado, punição por privilégio na exibição de jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol. O parecer da Secretaria de Direito Econômico, subordinada ao Ministério da Justiça, foi encaminhado ao Conselho de Administração de Defesa Econômica (Cade), que ainda aguarda pronunciamento do Ministério Público Federal para finalizar o processo.

Na briga desenfreada pela audiência, as “Organizações Globo” também acabam apelando para o exagero e até mesmo para o preconceito. No ano passado, a personagem evangélica Edivânia (interpretada por Susana Ribeiro) da novela “Duas Caras”, escrita por Aguinaldo Silva, causou indignação e protestos de evangélicos e também entre os mais diversos líderes religiosos do País, ao ser retratada com estereótipos falsos, como fanatismo, desequilíbrio psicológico e agressividade.

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